Reestruturação das políticas de investimentos para 2018 e resultados de 2017 da Eletra

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Reestruturação das políticas de investimentos para 2018 e resultados de 2017 da Eletra

Depois de um primeiro semestre bastante favorável, em que o retorno dos investimentos superou com folga as metas atuariais da Eletra (INPC mais 5,63% para o CELGPREV e INPC mais 5,65% para o ELETRA 1), a previsão é de que, até o fim do ano de 2017, os bons resultados alcançados até agora nos investimentos se mantenham e fechem o exercício acima das metas atuariais. Mas se o cenário de 2017, apesar das várias pressões no meio do caminho, tende a permitir um resultado positivo em termos de retornos versus metas, o mesmo não ocorre com as perspectivas para 2018. Além dos vários problemas de uma economia combalida e do ambiente de insegurança no cenário político, o próximo ano trará uma nova rodada de instabilidade por conta da proximidade das eleições. A aposta é que o movimento de baixa dos juros, que fundamentou a maior parte dos ganhos este ano, já começará 2018 melhor ajustado, sem oferecer, portanto, a possibilidade de retornos tão espetaculares graças ao fechamento de taxas futuras, como ocorreu até agora.

Vislumbrando este cenário, foram construídas as Políticas de Investimentos da Fundação para o quinquênio 2018-2022. Tendo em vista que os recursos investidos são responsáveis por garantir o pagamento futuro dos compromissos assumidos pela Eletra com os seus participantes, cresce a importância de uma consistente política de investimentos na gestão dos ativos, diante da atual situação vivenciada pela economia brasileira. Para o sucesso na gestão é preciso o correto alinhamento entre os objetivos dos planos e as estratégias adotadas nessas políticas.

Neste sentido devemos ter clareza de onde se quer chegar, e tomar decisões baseadas em tal objetivo é fundamental para a construção de uma trajetória de sucesso para a Entidade, bem como para seus participantes e assistidos.

Segundo o artigo 5ª, da Resolução nº 3.792/2009, a aplicação dos recursos financeiros deve observar a modalidade do plano de benefícios, suas especificidades e características de suas obrigações, com a finalidade de manter o equilíbrio entre os seus ativos e passivos.

Dessa forma, um plano maduro, já em fase de pagamento de benefício aos participantes, necessita de uma maior liquidez e conservadorismo, logo concentra a maior parte de suas aplicações em Renda Fixa. Já um plano em fase de acumulação de recursos, pode buscar alternativas de maior rentabilidade em outros segmentos menos conservadores, como é o caso da Renda Variável.

Portanto, uma consistente política de investimentos é vital para a sobrevivência e expansão das EFPC’s em nosso país. Por fim, e nesse âmbito, torna-se fundamental também a atuação do Dirigente, quando o assunto é investir os recursos financeiros do plano, ou seja, ele deve estar engajado na definição destes instrumentos.

No tocante aos resultados de 2017, a rentabilidade consolidada acumulada pelas carteiras de ativos da Fundação, nos dez primeiros meses, ficou em torno de 9,1%, bem acima da taxa de juro atuarial média de 6,37%, no período entre os investimentos que compõe aquelas carteiras. Os grandes destaques para esse bom desempenho fica a cargo da Renda Variável, que apresentou uma rentabilidade de janeiro a outubro de 2017, em torno de 22,00%. A carteira de Renda Variável é responsável por 9,58% dos Recursos Garantidores dos dois planos de benefícios administrados pela Eletra. A carteira de Renda Fixa, que é responsável por 76,47% dos Recursos Garantidores, também apresentou uma rentabilidade bastante satisfatória, com um retorno de 10,70% até outubro. O segmento de Empréstimos aos participantes entregou uma rentabilidade acumulada de 10,29% no mesmo período. Vale lembrar que tal segmento é responsável por 8,44% do total dos Recursos Garantidores. A dificuldade de encontrar ativos com boa relação risco/retorno é um dos desafios para a diversificação em 2018, ano em que, aparentemente, não haverá melhoras econômicas. Isso significa que as Políticas de Investimentos da Eletra foram desenhadas para enfrentar um ano difícil. Uma alternativa que, a priori, se apresenta bastante razoável é o aumento de exposição no segmento de Fundos Multimercados Estruturados. Em novembro de 2016, a Eletra realizou uma alocação em um Fundo Multimercado Estruturado e a rentabilidade acumulada do fundo até outubro de 2017 é de 13,88%, ou seja, mais que o dobro da TMA – Taxa Mínima Atuarial.