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Quem investiu em previdência aproveita a aposentadoria

Após décadas de trabalho intenso e investimento, quem fez seu planejamento de vida e contribuiu com uma previdência complementar está pronto para ter uma aposentadoria tranquila e cheia de conforto ao lado de familiares e amigos, sem preocupações financeiras.

O consultor da Libratta Finanças Pessoais, Rogério Olegário do Carmo, acredita que a Previdência Complementar é fundamental para o idoso. “Temos que inverter aquela ordem natural que estamos acostumados: primeiro gastar e o que sobrar, investir. A ordem é calcular e separar o quanto precisa ser investido. Essa mudança de postura faz toda diferença na vida financeira do idoso”, aconselha.

Eva Maria das Graças, 63 anos está aposentada desde 2012. “Decidi começar a pagar a previdência complementar quando percebi que a Previdência Social não seria suficiente para me manter e cobrir as necessidades básicas depois de aposentada, quando somos novos, não pensamos muito isso”, confessa. Eva pagou o complemento por 10 anos e programou uma parcela que não pesaria muito no orçamento mensal. Para garantir que o investimento atendesse as suas demandas, fez um aporte assim que se aposentou. “Hoje vivo de renda, cuido bem da alimentação, faço exercícios, recebo amigos, frequento a casa de amigos, as pessoas até me dão menos idade do que tenho”, brinca.

É comum encontrar senhores e senhoras que continuam trabalhando após a aposentadoria. Acreditar que apenas a Previdência Social será capaz de cobrir todas as despesas na melhor idade é arriscado, já que seu teto gira em torno de R$ 5.000,00.

O aposentado Osvaldo Dias Carvalho, 64 anos, sente tanto amor por seu trabalho que, mesmo após se aposentar, há 4 anos, decidiu continuar exercendo a profissão de advogado. “Paguei a previdência complementar por 16 anos, isso me deu uma boa reserva e segurança também. Trabalho porque gosto, paguei o complemento para ter uma segurança caso parasse, mas por enquanto não há essa necessidade”, comemora.

Outros aproveitam o tempo livre para se dedicar a seus hobbies, como o topógrafo Rubens Vieira da Silva, 73, aposentado há 20 anos. Ele pagou a previdência complementar da Eletra por cerca de 15 anos e agora adora passar seu tempo livre em apresentações musicais com um amigo. Silva e o parceiro, que conheceu na época em que trabalhava, o Adarcino, formam uma dupla sertaneja que anima as festas e encontros dos conhecidos e familiares.

Além de cantarem, Rubens toca sanfona e o parceiro é responsável pela viola. “A dupla é a nossa diversão, nos anima e anima nossos amigos, vamos em casa de idosos e aniversários. A intenção não é ganhar dinheiro e sim aproveitar a vida”, explica.

Quando jovem, Rubens queria criar a própria previdência complementar, com os irmãos e amigos, quando a então Companhia Energética de Goiás (Celg) ofereceu esse benefício, aderiu rapidamente. “Confesso que às vezes dava uma apertadinha no salário, mas sabia que no futuro minha dedicação seria recompensada. Conheço colegas que desistiram ao longo do caminho e hoje não estão satisfeitos como eu. Aconselho meus filhos a fazerem o mesmo, o futuro pode ser complicado e nós temos que estar preparados”, conta.

Assim como o topógrafo, o aposentado Jayr Dezolt, 84 anos, é grato ao benefício que recebe mensalmente, pois afirma que o valor é bem superior ao da Previdência Social. “Uso a renda da previdência complementar em despesas domésticas, em alguns meses consigo até investir em outras aplicações”, afirma.

 

2 -foto eletranews_2001

Advogada, Eva Maria das Graças em um passeio com a filha

 

3 -foto eletranews_2001

O aposentado, Rubens Vieira da Silva segura a sanfona ao lado do parceiro Adarcino

 

4 -foto eletranews_2001

O bancário Jayr Dezolt e a esposa