Giro de Notícias – Edição 91
22 de junho de 2016
Giro de Notícias – Edição 92
29 de junho de 2016
Exibir tudo

INVESTIMENTOS DAS EFPC, MAIS UM ANO DIFÍCIL

As EFPC – Entidades Fechadas de Previdência Complementar vem passando, nos últimos anos, por momentos difíceis, e 2016 está se mostrando mais um ano cheio de desafios. As dificuldades apresentadas durante todo o ano de 2015 continuam presentes no atual exercício.

As perspectivas de investimentos, nos primeiros meses deste ano, apresentam-se bastante incertas e inseguras. O mercado vem sofrendo os efeitos do cenário macroeconômico, devido à contração do PIB (Produto Interno Bruto), à inflação e ao desemprego elevados, um ambiente que dificulta, até mesmo, as comparações pelas agências de rating.

Diante desse cenário, a rentabilidade acumulada dos planos administrados pela ELETRA, até abril de 2016, foi inferior à Meta Atuarial. Um ponto de desequilíbrio para esse descasamento é o fato da Meta Atuarial da Fundação ser indexada ao INPC (Índice Nacional de Preço ao Consumidor), e os investimentos, principalmente os títulos públicos federais, serem indexados ao IPCA (Índice de Preço ao Consumidor Amplo).

Como exemplo, em abril de 2016, o INPC (Índice Nacional de Preço ao Consumidor) foi de 0,64%, o que fez com que a Meta Atuarial chegasse em 1,10%. Já o IPCA (Índice de Preço ao Consumidor Amplo) apresentou uma variação de 0,61%. Esse descasamento (Inflação X Meta) acaba prejudicando a performance da carteira de investimentos. No acumulado, até abril de 2016, o INPC (Índice Nacional de Preço ao Consumidor) apresentou uma variação de 3,58% contra 3,25% do IPCA (Índice de Preço ao Consumidor Amplo).

Os dados mostram que, no referido período, a ELETRA alcançou, de forma consolidada, uma rentabilidade de 3,46%, enquanto a Taxa Atuarial, que é representada por INPC+5,63% no Plano de Contribuição Variável (CV) e por INPC+5,65% no Plano de Benefício Definido (BD) ficou em 5,50%. No Plano Celgprev (CV), a rentabilidade acumulada, até abril de 2016, foi de 3,73% e no Plano Eletra 1 (BD), alcançou 1,04%.

Já o PGA (Plano de Gestão Administrativa), até abril de 2016, está com uma rentabilidade acumulada de 5,10% contra 4,34% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário), que é a meta a ser alcançada pelo mesmo. No referido plano, temos dois Fundos de Investimentos que têm como objetivos superar o CDI (Certificado de Depósito Interbancário) e que vem apresentando retornos satisfatórios, tendo, em 2016, um retorno médio em torno de 118% de seu benchmark, que é o CDI (Certificado de Depósito Interbancário).

A Fundação também possui uma posição em investimento no exterior, a qual foi montada a partir de outubro/2013. Os cenários de 2014 e 2015 foram favoráveis, tanto que, nesta categoria de investimento, obtivemos em 2014 e 2015, um retorno de 22% e 46%, respectivamente.

Em 2016, este cenário apresenta-se não mais favorável para esta categoria de investimento, em função do desempenho do mercado internacional de capitais, bem como da valorização do real comparado ao dólar.

Fato percebido, o colegiado da Fundação (Comitê de Investimentos, Diretoria Executiva e Conselho Deliberativo), com base em parecer de suas áreas técnicas, optou pela liquidação de parte dessas posições, e ainda, por sua alocação em investimentos que possam oferecer um melhor ganho, protegendo, assim, o patrimônio de seus participantes.