Investimentos da Eletra – Na busca de uma retomada de crescimento da rentabilidade

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Investimentos da Eletra – Na busca de uma retomada de crescimento da rentabilidade

O Brasil segue numa nova retórica de crescimento, o que deve ser salutar para o Ibovespa que, por sinal, já mostra evolução de 34% no ano. Vale lembrar que todas as grandes economias desenvolvidas operam com juros negativos no momento, o que pode ser um gatilho positivo para atrair recursos de investimentos para o país, tanto que o novo presidente efetivo do Brasil foi à reunião do G 20 buscar apoiadores desta empreitada, que logo mais terá o tema de reformas e privatizações importantes no setor de infraestrutura.

O que observamos, na sequência, foi uma rápida resposta do mercado, revertendo justamente as variáveis que mais precificavam o risco político como o dólar. Uma maior previsibilidade na política e na economia faz com o que o dólar deixe de ser o vetor de alta, que foi em 2015, para a bolsa.

Nossa expectativa é de que o mercado interno ganhe dinamismo novamente, com o menor contágio da inflação pelo dólar, o que permitiria dentre algumas alternativas, uma menor taxa de juros.

Essa reversão da taxa de juros, por si só, aumenta o ‘valor presente dos agentes econômicos’, isto é, há um efeito ‘renda’ imediato, com impactos positivos para setores que dependem do crédito como construção civil e bens de consumo duráveis, que, por sua vez, são grandes empregadores de mão de obra.

Certamente, a recuperação será lenta, em termos de renda do trabalho, bem como a questão do emprego. Ainda assim, a antecipação da recuperação da economia que está por vir, poderá, com certeza, refletir nos resultados da Fundação apresentados a seguir.

A rentabilidade acumulada dos planos administrados pela ELETRA foi superior à Meta Atuarial em julho de 2016. O que contribuiu para que ficássemos acima da TMA (Taxa Mínima Atuarial), em julho de 2016, foi o bom desempenho nos Segmentos de Renda Variável, Investimentos no Exterior e Investimentos Estruturados.

O segmento de Renda Variável apresentou uma variação positiva de 8,73%, confirmando a reação iniciada em junho de 2016. Já o segmento de Investimentos no Exterior, apresentou um mês atípico, com uma variação positiva de 5,28%. Apesar do bom desempenho, o segmento está com uma rentabilidade acumulada no ano (até julho de 2016) negativa de 12,69%. Diante do resultado apresentado no segmento, é importante lembrar que a Fundação Eletra reduziu sua participação neste segmento para 0,61% dos Recursos Garantidores, o que equivale a R$ 3,6 MM (três milhões e seiscentos mil reais) no Plano Celgprev. No Plano BD, não há mais participação no segmento de Investimentos no Exterior. Tal decisão se confirmou acertada, devido à rentabilidade negativa no acumulado do ano, o que evidenciou a realização de ganhos adquiridos no setor durante o ano de 2015, quando tivemos um retorno acumulado positivo, na ordem de 46,47%.

Por fim, o segmento de Investimentos Estruturados apresentou uma variação positiva de 2,43%, tendo, neste período, o seu melhor desempenho no ano de 2016. Apesar disso, a rentabilidade acumulada, até julho de 2016, não é favorável, apresentando uma variação negativa de 12,08% na carteira consolidada.

 

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Apesar do desempenho da carteira consolidada ter ficado acima da Taxa Mínima Atuarial (TMA), em julho de 2016, o desempenho acumulado ainda está abaixo do referido indexador. Se considerarmos a rentabilidade da carteira consolidada da Fundação Eletra, neste período, observamos uma variação positiva de 7,61%, contra 10,04% da TMA. Esse distanciamento da Meta Atuarial continua sendo influenciado, diretamente, pela elevação dos índices de inflação.

Até julho de 2016, o IPCA (Índice de Preço ao Consumidor Amplo), índice que remunera grande parte dos ativos da fundação, em especial as NTN-Bs (títulos públicos), apresentou uma variação positiva acumulada de 4,96%, contra um resultado igualmente positivo de 5,76% do INPC (Índice Nacional de Preço ao Consumidor) que, por sua vez, corrige os compromissos da entidade (Reservas Matemáticas). O descasamento entre os dois índices é uma situação que reflete na performance da carteira de investimentos, em relação aos compromissos com os participantes.