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Giro de Notícias – Edição 74

Ativos dos fundos de pensão crescem 8% em 10 anos

 

Os ativos dos fundos de pensão do Brasil tiveram crescimento de 8,1% em 10 anos. O índice é o sexto mais elevado entre os países pesquisados pela empresa especializada Willis Towers Watson.

Além disso, segundo o levantamento, a taxa de crescimento dos ativos das fundações brasileiras foi o sexto maior entre os países pesquisados. O percentual brasileiro ficou acima dos apresentados por outras regiões e países como EUA (5,8%), Reino Unido (6,8%), Canadá (7,6%) e Holanda (7,3%).

O estudo revelou também que os ativos das fundações brasileiras somaram US$ 180 bilhões no ano passado, crescimento de US$ 42 bilhões desde 2005.

A pesquisa foi feita entre sistemas de fundos de pensão de 19 países. De acordo com o presidente da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp), José Ribeiro Pena Neto, os dados da pesquisa comprovam a força e a solidez do sistema de fundos de pensão brasileiro.

“Temos um porte e um padrão de governança que é reconhecido em todo o mundo. Estamos trabalhando para tornar o sistema cada dia mais forte, seja pela sua importância para os participantes quanto pela relevância como fonte de recursos para projetos de investimento de longo prazo, de que o Brasil é tão carente”, ressalta.

(Fonte: Jornal Monitor Mercantil)

 

Brasileiros estão se aposentando mais tarde

 

Embora resistam, critiquem e se revoltem contra as mudanças de regras que adiam o momento da aposentadoria, os brasileiros estão fazendo isso pouco a pouco, consciente ou inconscientemente. É o que constatou um estudo realizado por Cesar Luiz Danieli, atuário e diretor de Previdência, Saúde e Seguros da Gama Consultores Associados, sobre a idade média de início da aposentadoria de trabalhadores de empresas que têm previdência complementar, mais conhecida como fundo de pensão.

O especialista avaliou 37 planos de previdência complementar patrocinados por empresas públicas e 28 de empresas privadas e a evolução das idades em que as aposentadorias foram solicitadas no período de 2006 a 2015. “Houve uma postergação na idade média de início da aposentadoria de quatro anos nas patrocinadoras públicas e de cinco anos nas privadas”, conclui Danieli. Em conversa com exclusividade para coluna, o atuário diz que não pode elencar objetivamente os motivos pelos quais as pessoas optaram por adiar os pedidos pois, para isso, seria preciso ouvir esses participantes dos fundos de pensão, o que não foi objeto do estudo.

No entanto, segundo ele, pode-se inferir algumas condições gerais que influenciaram as decisões. Uma delas vem do fato de que o retardamento do pedido de aposentadoria é mais evidente entre os planos de previdência CD (Contribuição Definida) e CV (Contribuição Variável). Nesses dois tipos de planos, que estão ficando cada vez mais comuns nos fundos de pensão, o valor final do benefício depende diretamente do tempo e do montante da poupança de recursos feita por parte dos trabalhadores. Quanto mais se poupa e por mais tempo, mais vantajosa será a aposentadoria.

Outra condição é a situação econômica do país: manter-se empregado por mais tempo garante aos trabalhadores a manutenção de benefícios que podem ser perdidos após a aposentadoria como, por exemplo, o plano de saúde oferecido pela empresa. E há, complementarmente, a própria condição de aumento de tempo de vida das pessoas, com mais saúde do que no passado, o que pressupõe que, por isso, as pessoas queiram ficar mais tempo ativas, produtivas e integrantes do mercado de trabalho.

Cesar Danieli destaca ainda que as regras de prorrogação da aposentadoria pela previdência social – que, embora não tenha uma idade mínima clara, vem ocorrendo gradualmente desde o início dos anos 2000 com a incidência do fator previdenciário no cálculo das aposentadorias do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), pois reduz o valor final quanto mais jovem for o segurado – também contribui para isso. A previdência complementar, como diz o nome, complementa a aposentadoria paga pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e, nos fundos de pensão, costumam estar atrelados os benefícios.

(Fonte: Isabel Sobral – Fato Online)