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BRASILEIROS POUPAM POUCO PARA A APOSENTADORIA

 

Planejar, economizar, poupar e investir: essa é a melhor fórmula para um futuro financeiro tranquilo e saudável, segundo os especialistas. No entanto, um estudo realizado por uma instituição financeira do Brasil mostrou que os brasileiros estão longe desse caminho.

A pesquisa “O Futuro da Aposentadoria – Um Ato de Equilíbrio” revelou que mais da metade dos brasileiros (53%) não estão e nem sequer pretendem poupar para o momento em que deixarem o mercado de trabalho. Dentre os 15 países pesquisados, o Brasil é o segundo entre os que menos se preocupam com o futuro. Apenas os turcos poupam menos – 59% da população não economiza para a aposentadoria.

O resultado da pesquisa é preocupante, já que a expectativa de vida do brasileiro continua a subir, ressalta Fabio Gallo, doutor em Finanças da Fundação Getúlio Vargas, de São Paulo. “A população está vivendo mais. Nós passaremos mais tempo aposentados e precisamos ter dinheiro para isso. Daí a importância da economia e da contratação de um plano de previdência privada, já que os benefícios do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) não serão suficientes para cobrir os gastos”, esclarece o doutor.

Mas, segundo o economista Lucas Radd, consultor certificado pelo Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros (IBCPF), o brasileiro ainda é muito imediatista. E com a melhoria de poder aquisitivo das camadas mais pobres da população, muita gente ainda está buscando realizar sonhos de consumo – nem sempre com a necessária consciência.

Educação é a palavra-chave para estimular o equilíbrio entre o consumo consciente e a poupança. “Precisamos de educação financeira. Da mesma maneira que conscientizamos a população sobre os malefícios do cigarro ou o risco de dirigir alcoolizado, é preciso entender que sem uma reserva complementar, a qualidade de vida na velhice pode ficar comprometida”, alerta Radd. Segundo ele, hoje, apenas 3% dos aposentados vivem de sua pensão. Os outros 97% dependem de parentes, doações ou precisam continuar trabalhando para conseguir complementar a renda.

Ninguém é jovem demais

Muitas pessoas se acham jovens demais para começar a pensar na aposentadoria, o que é um terrível engano. Quanto mais tempo a pessoa tiver para poupar, melhor. “Faltando 30 anos para a aposentadoria, por exemplo, você pode começar a poupar com apenas R$ 100 mensais e garantir uma boa aposentadoria. Mas, se esperar mais 20 anos para começar, suas contribuições podem pular de R$ 100 mensais para R$ 2 mil, para juntar o mesmo valor”, adverte o especialista financeiro Fábio Gallo.

(Fonte: www.seufuturovalemais.com.br)

 

EDUCAÇÃO FINANCEIRA É ESSENCIAL PARA LIDAR COM DINHEIRO DE MANEIRA SUSTENTÁVEL

 

A importância da educação financeira e a necessidade de incluir o tema nas escolas do país estiveram em discussão durante o 19º Congresso da Anapar (Associação Nacional dos Participantes dos Fundos de Pensão) na palestra do consultor Leonardo Sávio de Matos Silva “Sustentabilidade financeira dos participantes”, realizado no Rio de Janeiro.

“Gerar renda é uma necessidade de todas as pessoas e famílias, e não basta ter o dinheiro, é necessário controlar e administrar esse dinheiro ao longo da vida”, explicou Leonardo. Viver de forma sustentável foi outro ponto abordado e, segundo o consultor, é necessário encontrar maneiras de ajustar as receitas e despesas para atender as reais necessidades e desejos da família. “É possível e necessário reduzir os desperdícios e viabilizar a realização do que consideramos realmente importante”, ressaltou.

Leonardo usou exemplos da sua vida que acabaram o levando a entender a necessidade de que as pessoas começassem a aprender educação financeira cada vez mais cedo. Assim começou a ideia de implantar programas que abordam o tema em escolas e empresas. “Esse ano foi incluída a educação financeira na base nacional comum curricular e até 2021, cem por cento das escolas precisam incluir esse tema nas suas aulas”, divulgou. De acordo com Leonardo, há anos a sua consultoria trabalha com o assunto e, atualmente, existem mais de 50 mil alunos que trabalham a educação financeira no cotidiano escolar. Há 10 anos, a consultoria firmou uma parceria com o laboratório de psicologia social da Universidade de Brasília, que mede se a abordagem da educação financeira nas escolas e empresas está tendo impacto entre alunos e funcionários e se há mudança de comportamento entre eles, que é o grande foco.

Leonardo contou sua experiência quando trabalhou com uma instituição de bancários e também com carteiros. “O que me chamou mais atenção foi que o nível de endividamento do bancário é muito similar ao do carteiro. Hoje em dia a gente trabalha com cooperativas de crédito e o nível de endividamento é muito similar”, ressaltou. Ele explicou que não tem como pressupor o nível de educação financeira de cada um, mas que, durante esses últimos 10 anos, ele conseguiu fazer com que as pessoas assimilassem as habilidades que precisam ter para construir o seu caminho de sustentabilidade financeira. “Sustentabilidade hoje e no futuro”, finalizou.

(Fonte: Boletim Anapar)