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Giro de Notícias – Edição 132

ADESÃO AUTOMÁTICA É VISTA COMO AVANÇO NO MUNDO

 

Ao redor do mundo, vários países já se apoiam no recurso da adesão automática a planos de previdência complementar como forma de reduzir a parcela de pessoas sem cobertura previdenciária. “Trata-se de uma maneira de contornar a inércia dos indivíduos, que muitas vezes deixam de ingressar no plano de previdência oferecido quando há a necessidade de tomar uma decisão para fazê-lo”, afirma Guilherme Gazzoni, Diretor da Mercer. Dois casos emblemáticos são o Reino Unido, onde o mecanismo foi introduzido na esteira de uma série de reformas efetuadas no sistema de previdência complementar desde o início dos anos 2000, e os Estados Unidos, país em que há predominância por planos de previdência corporativos de contribuição definida.

No Reino Unido, registra Frederico Schulz Diniz Vieira, Supervisor Atuarial da Mercer, a previdência complementar tornou-se um benefício mandatório dentre aqueles oferecidos pelas empresas. A adesão individual ao plano é voluntária, mas se dá de maneira automática em todos os casos – o empregado que não desejar se tornar participante deve solicitar o cancelamento de sua inscrição. Em três anos da introdução do mecanismo, a taxa média de adesão a planos subiu de 55% para 75%. E até o término de sua implantação, em 2018, espera-se que dez milhões de pessoas tenham se tornado participantes de um plano – não é por menos que a adesão automática é tida como a maior revolução na previdência do Reino Unido nos últimos cem anos.

Já nos Estados Unidos, compete às empresas a decisão por ofertar um plano de previdência aos seus empregados – mas, como o mercado de trabalho é muito competitivo, a grande maioria o faz, inclusive as de pequeno porte. E também cabe a elas decidir se o plano ofertado contará ou não com o recurso da adesão automática. Estudos demonstram que apenas 1% dos empregados inscritos automaticamente em planos de previdência no país optam por sair.

Outro ponto de atenção diz respeito ao nível de contribuição dos novos participantes. “Além da inclusão automática de participantes, muitos países já estão discutindo ou mesmo implementando mecanismos de aumento automático das contribuições dos mesmos, uma vez que se observou que tais participantes costumam contribuir com percentuais muito baixos e insuficientes para garantir uma boa aposentadoria”, reforça Guilherme Gazzoni.
Fazendo um comparativo com a proposta que está sendo debatida no Brasil, nota Frederico, o modelo de adesão automática observado nos Estados Unidos se aproxima mais da nossa realidade, ou seja, haverá facultatividade para que os planos ofereçam ou não a adesão automática.

(Fonte: Diário dos Fundos de Pensão ABRAPP – Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar)