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Dia do Aposentado marca a solidez e a
governança da Previdência Complementar

A celebração do Dia do Aposentado realizada pela Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp) e Sindicato Nacional das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Sindapp) na última quinta-feira, 23 de janeiro, em São Paulo, reuniu mais de 200 pessoas para homenagear os aposentados e aposentadas das associadas. “A comemoração do Dia do Aposentado é motivo de muito orgulho, pois mostra que nosso sistema está cumprindo sua missão principal. É um dia tão emblemático que representa a abertura de nosso calendário anual de eventos”, disse Luís Ricardo Marcondes Martins, Diretor Presidente da Abrapp.

A cerimônia contou com entregas de diplomas a 64 assistidos de entidades fechadas, além de palestras do Diretor Presidente da Abrapp; de Renato Barbosa, Superintendente Corporate da Mongeral Aegon; e do médico e gerontólogo Alexandre Kalache. O Grupo Mongeral Aegon foi o patrocinador categoria ouro do evento. A Previc esteve representada por Peterson Gonçalves e a Secretaria de Previdência, por Nílton Antônio dos Santos.

Luís Ricardo apresentou os principais números do sistema que indicam o pagamento anual de R$ 60 bilhões em benefícios para cerca de 870 mil assistidos. Ele ressaltou a solidez e a boa governança do setor em geral, que apresenta índice de solvência de mais de 100% das reservas em relação aos compromissos atuariais.

“É um sistema que deu certo, com blindagem e compliance na gestão dos recursos. Além da proteção social, temos capacidade de investir na macroeconomia, aplicar os ativos em projetos de infraestrutura de longo prazo”, comentou o Diretor Presidente da Abrapp. Ele destacou o trabalho do Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC) que tem adotado uma visão estratégica para tomar decisões a favor do fomento do sistema.

O dirigente da Abrapp reforçou também a janela de oportunidades aberta a partir da Reforma da Previdência com a obrigatoriedade de se oferecer planos de Previdência Complementar aos servidores públicos. E celebrou a multiplicação e crescimento dos fundos instituídos e dos planos voltados aos familiares de participantes.

Longevidade – As rápidas mudanças demográficas que estão ocorrendo no Brasil e no mundo foram abordadas pelas outras duas palestras do evento. Renato Barbosa, da Mongeral Aegon, falou em sua apresentação denominada “Sustentabilidade Previdenciária” que o Brasil é um país que deixará de ser jovem em curto espaço de tempo. “Teremos uma reversão rápida das estatísticas com um acelerado processo de envelhecimento da população. Por isso, a Previdência deve estar na pauta da sociedade nas próximas décadas”, comentou.

O executivo da Mongeral Aegon abordou ainda os desafios e oportunidades do aumento da longevidade. “Previdência Complementar, esse é o nome do jogo. Precisamos conscientizar as pessoas da importância da formação de uma poupança previdenciária no médio e longo prazos”, disse Renato.

Alexandre Kalache mostrou projeções que apontam para o aumento vertiginoso da população acima de 60 anos no Brasil que, em 2065, será formada por 78 milhões de pessoas – representando 33,9% do total. “O Brasil dobrará a população de idosos no período de apenas 20 anos, envelhecendo muito mais rápido que outros países da Europa, por exemplo, porém com menos recursos”, apontou o médico.

O especialista utilizou o termo “Revolução da Longevidade” para indicar as necessidades de mudanças no ciclo de vida da população devido ao aumento da expectativa de vida. Ele explicou que o ciclo mais bem definido de “aprender, trabalhar e aposentar” já não mais será seguido pela maioria das pessoas. Uma das possibilidades para um ciclo de vida adaptado ao mundo atual, segundo o médico, seria “aprender, produzir, cuidar e curtir”. Ele apontou ainda a importância de desenvolver a “cultura do cuidado” em virtude do crescimento do número de idosos nas famílias e na sociedade. “Precisamos reinventar a longevidade”, sintetizou Kalache.

(Fonte: Notícias Abrapp)