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Giro de Notícias – 256 – 22/01/2020

MIGRAÇÃO PARA A RENDA VARIÁVEL JÁ INCLUI
ESTRATÉGIAS PARA A APOSENTADORIA

A reforma da Previdência foi aprovada, a inflação, corrente e esperada, encontra-se controlada e a Selic (taxa básica de juros da economia) caiu ao menor nível de sua história. Todas essas notícias são excelentes para a retomada do crescimento econômico. Porém, para os investidores representa um grande desafio: como e onde investir os recursos. É o que observa Vinícius Ribeiro Vieira, gestor de fundos de ações ativos da BB DTVM em artigo no Valor Econômico, onde lembra que entre os desafiados nesse momento de transição estão os fundos de pensão. Ele cita a Abrapp (Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar) como fonte de informação em um certo momento de seu texto.

Com o fim do ambiente de retornos de “1% ao mês e sem risco”, percebe-se a real necessidade de aumentar exposições em ativos de maior risco, como ações, focando não apenas retornos de curto prazo, mas principalmente em poupança de longo prazo, como a aposentadoria.

Esse contexto tem acelerado o movimento de migração de recursos de renda fixa para a variável. O autor do artigo mostra dados relativos tanto a pessoas físicas quanto aos fundos de investimentos. Ao se referir aos fundos de pensão, refere-se à Abrapp como fonte das informações.

“Os fundos de pensão ainda estão iniciando essa migração. Dados da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp) mostram que o percentual alocado em ativos de renda variável, em junho de 2019, era de 18,2%, inferior aos 23% alcançados em 2013. Essa baixa alocação relativa indica um potencial de continuação e até mesmo um risco de aceleração desse movimento”, diz textualmente.

Segundos dados do Tesouro Nacional, até outubro deste ano haverá mais de R$ 770 bilhões em vencimentos de títulos da dívida pública mobiliária federal (aproximadamente 18,7% do total), que gestores e investidores deverão decidir, dentro desse ambiente de juros baixos, onde reinvestir.

No mercado de previdência complementar, há instituições que oferecem planos que ajustam automaticamente a exposição a riscos do portfólio, conforme o ciclo de vida em que cada um se encontra. Assim, oferecem a um investidor que planeja se aposentar próximo a 2050 uma exposição em renda variável maior do que para aquele que planeja se aposentar próximo a 2030, pois o risco vai decaindo na medida que a data alvo se aproxima. Há também a opção de investir diretamente em ações e fundos de ações no intuito de fazer seu “próprio plano de aposentadoria”. Nos Estados Unidos, pesquisa realizada em 2018 pelo Wells Fargo/Gallup, mostrou que 54% dos americanos acreditam que fundos de ações e ETFs (Fundos de Índice) são a melhor opção de investimento no longo prazo, ou seja, com foco em poupar para aposentadoria.

Empresas captam mais – As empresas brasileiras captaram quase R$ 500 bilhões nos mercados doméstico e externo no ano passado. Trata-se do maior valor da série histórica da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Os R$ 498,97 bilhões obtidos nos mercados de capitais do país e internacional em 2019 representam salto de 60,5% ante os R$ 310,9 bilhões de 2018.

As operações com renda fixa e híbridos no mercado doméstico atingiram R$ 305,9 bilhões, contra R$ 237,4 bilhões em 2018. As emissões de debêntures mantiveram o perfil de crescimento anual que vem ocorrendo desde 2017, com aumento do volume emitido, de R$ 153,7 bilhões em 2018 para R$ 173,6 bilhões. A renda variável local alcançou o recorde de R$ 90,2 bilhões, superando os R$ 75,5 bilhões do pico anterior, em 2007.

Zeina Latif – A economista Zeina Latif, que chefiava a equipe de análise macroeconômica da XP, informam a Folha de São Paulo e o Valor Econômico, está de saída da plataforma de investimentos. Vai se dedicar à consultoria. A despedida dela se soma a de outros colaboradores, como Júlio Capuá.

Fonte: Jorge Wahl