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Fundos de Pensão: especialista prevê aumento
dos investimentos no exterior

Os investimentos no exterior são uma alternativa para os Fundos de Pensão diversificarem seus portfólios, mas incertezas globais aumentarão a cautela ao fazê-lo, acredita o Diretor de Investimentos de ações globais da Schroders, o britânico Gavin Marriott. Para ele, ouvido pelo VALOR ECONÔMICO, as Fundações logo irão se convencer dos benefícios de ter uma exposição internacional, algo que deverá ter início nos próximos seis a nove meses.

A regulação brasileira determina que os Fundos de Pensão podem ter até 10% de suas alocações no mercado internacional. O patamar atual é tão baixo que não aparece nos dados estatísticos oficiais do setor, como os da Superintendência Nacional de Previdência Complementar – PREVIC (autarquia que regula os Fundos de Pensão) ou Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar – ABRAPP (associação que representa o setor). Um levantamento da consultoria Aditus com clientes que representam R$ 209 bilhões em ativos – cerca de 25% da indústria – mostra que a exposição fora não chega a 1%.

“Acreditamos que a economia global está em razoável bom estado. Há desaceleração do crescimento e poderemos ver uma recessão técnica nos Estados Unidos. Mas ela terá duração curta, de dois, três, quatro trimestres. Não há preocupações neste momento sobre uma crise sistêmica sustentada globalmente por uma desaceleração econômica”, diz.

A estratégia da gestora é investir em negócios que considera imunes ao ambiente econômico ou cujo resultado é influenciado por ações da administração, como cortes de custos ou mudanças em estratégias. E embora o ambiente seja incerto, a Schroders vê oportunidades para encontrar boas companhias, caso do segmento de saúde ou serviços de comunicação.

Investimentos: debêntures representam quase
a metade das emissões

As emissões de debêntures neste ano alcançaram R$ 117,4 bilhões até agosto, com alta de 7,3% na comparação com o mesmo período do ano passado. Esse valor equivale a praticamente metade (49%) de tudo que foi captado no mercado de capitais (R$ 240,1 bilhões) no ano. Os dados são da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais – ANBIMA, noticia o VALOR ECONÔMICO.

Os investidores institucionais ficaram com a maior fatia das emissões de debêntures (62,9%).

Entre as debêntures de infraestrutura, que contam com incentivo fiscal, os percentuais são: investidores institucionais, com 48,3%; pessoas físicas, com 30,5%; e intermediários, com 21,2%.

Além das debêntures, também se destacam as operações de ofertas subsequentes de ações (“follow-on”), com R$ 49,5 bilhões, ante R$ 111 milhões entre janeiro e agosto de 2018. Já os fundos imobiliários captaram R$ 16,3 bilhões, alta de 56% na mesma base de comparação.

(Fonte: Notícias Abrapp)