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A explosão dos fundos imobiliários pode fazer faltar
ativos de qualidade onde investir

O montante acumulado em sete meses está a pouco menos de R$ 2 bilhões do recorde histórico de R$ 14,7 bilhões captados ao longo de todo ano de 2018.

Os fundos imobiliários – objeto dos investimentos indiretos dos fundos de pensão – crescem rápido e com isso aumentam também os riscos de faltarem imóveis de qualidade nos quais as carteiras possam investir, alerta matéria no jornal VALOR ECONÔMICO. Segundo Roberto Patiño, diretor de transações da JLL, existe um descompasso entre a entrega de novos projetos e a aceleração da demanda, uma vez que as incorporadoras só recentemente retomaram os lançamentos – o prazo de entrega demora pelo menos três anos.

No caso do segmento “premium” do mercado imobiliário comercial, a virada pode ser observada basicamente nos grandes polos de negócios da capital paulista. Segundo levantamento da JLL relativo ao segundo trimestre, Itaim, Vila Olímpia e as áreas das avenidas Faria Lima e Juscelino Kubitscheck já apresentam disponibilidade de espaços para locação abaixo de 10%. Segundo Juliana Mello, sócia-diretora da securitizadora Fortesec, hoje, mais de dois terços da demanda dos fundos imobiliários após as emissões têm sido por papéis lastreados em recebíveis imobiliários, justamente porque o risco dos tijolos cresceu. “Temos visto uma oferta atrás da outra e a falta de ativos reais ‘premium’ tem levado os fundos a buscar títulos.” O gargalo, afirma, tem levado a uma verdadeira “guerra por papéis”.

Juliano Coracchia, CEO da Vórtx, que administra 23 fundos imobiliários, também aponta uma possível escassez de edifícios de alta qualidade para aquisição pelos portfólios imobiliários nos próximos meses. Segundo o gestor, a maioria dos fundos de tijolos, que investe em propriedades, sempre esteve focada na compra de lajes comerciais ‘triple A’, mas estes são escassos. “Para o final de ano vai começar a ser um problema, é provável que a gente tenha mais captação do que ativo disponível.”

O mesmo jornal, mas também O ESTADO DE S. PAULO mostram em suas edições desta terça-feira (3) até que ponto os fundos imobiliários crescem de forma explosiva. De janeiro até julho, o volume de novas emissões do segmento já alcança R$ 12,8 bilhões, 37,6% acima do visto no mesmo período de 2018, segundo dados da Anbima. O montante acumulado em sete meses está a pouco menos de R$ 2 bilhões do recorde histórico de R$ 14,7 bilhões captados ao longo de todo ano de 2018.

De acordo com dados da CVM existem, até o momento, mais R$ 7 bilhões em 17 novas operações registradas na autarquia até 28 de agosto. Se todas forem efetivadas, o movimento levaria o volume para perto da casa dos R$ 20 bilhões. A liquidez também saltou: em julho a negociação no mercado secundário dos fundos imobiliários listados na B3 atingiu R$ 2,695 bilhões, nova marca histórica nessa base.

Investimentos: 14 ofertas de ações estão perto de chegar ao mercado

Ao menos 14 ofertas de ações, estimadas em cerca de R$ 25 bilhões entre captações primárias e secundárias, estão engatadas ou já em preparação para a reabertura de mercado, que deve ser iniciada na próxima semana, informa o VALOR ECONÔMICO, dando assim uma notícia que é do particular interesse de nossos gestores de carteiras.

Um diretor de banco de investimento chama atenção para o fato de haver uma participação de setores que passaram muito tempo fora do radar dos investidores – caso de mercado imobiliário e de varejo. “São setores mais dependentes do crescimento econômico, apanharam mais nos últimos anos, mas que estão começando a sinalizar retomada”, avalia. Dependem de continuidade de indicadores que apontem algum reaquecimento econômico e também de confiança nesse crescimento. Também entram nessa leva os bancos médios, que tiveram dificuldade de atrair investidores nos últimos anos e, agora, voltam ao radar com estratégias digitais.

(Fonte: Notícias Abrapp)