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30 de setembro de 2015
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ELETRA – Renda Variável X Renda Fixa análise e perspectivas

O ano de 2015 vem apresentando uma grande volatilidade no segmento de Renda Variável. O cenário brasileiro de crescimento baixo e juro real elevado torna ainda mais preocupante as perspectivas para o último trimestre do ano. Em agosto/2015, o mercado acionário operou em tendência de queda, com recuperação na última semana do mês. O resultado final dos índices acabou com o Ibovespa tendo um desempenho negativo de (8,33%); o IBX-50 com queda de (7,98%) e o real se depreciando em (5,82%).

Diante do cenário pouco favorável, a ELETRA vem mantendo as suas posições no segmento, porém, com intuito de melhorar a performance da carteira, foi realizada uma seleção de gestores. Em julho de 2015, a Brasil Plural Gestão de Recursos Ltda., integrante de um grupo constituído em 2009, com boas práticas de governança e profissionais experientes, foi a gestora selecionada, tendo sido, assim, efetivada a troca de Gestão do Fundo FIA exclusivo da Fundação, nomeado Xavantes.

Na Eletra, o segmento de Renda Variável é responsável por cerca de 11% das aplicações totais dos planos administrados, sendo que, deste percentual, 79% das mesmas são compostas por dois Fundos Exclusivos. O Fundo Exclusivo Xavantes, citado acima, é responsável por 31% da carteira e o FIA, administrado pela ARX Investimentos, corresponde a 48%. Com rentabilidade acumulada negativa de (6,58%), até o fechamento de agosto de 2015, o segmento de Renda Variável vem apresentado a performance menos rentável para carteira da Eletra.

As alocações em Renda Fixa, especialmente os Títulos Privados marcados a mercado, sofreram junto com o mercado. Tal comportamento pode ser verificado ao avaliarmos o indicador IMA-B, que registrou variação negativa de (3,11%) em agosto/15. Nesse mês, observamos um aumento significativo da volatilidade em todos os mercados, tanto no Brasil como no exterior.

Internamente, a dinâmica dos ativos tem sido ditada pelos eventos políticos, e ainda, pelas mudanças rápidas na perspectiva da situação fiscal do Brasil. O cenário econômico incerto, aliado à alta volatilidade do mercado, tem reduzido a procura por ativos de crédito de prazos mais longos. Em 2014, o prazo médio das emissões girava em torno de 5 anos e, em 2015, foi reduzido para próximo de 3,6 anos (com dados até junho/2015, segundo a Anbima).

Todo este cenário afetou, principalmente, o Plano de Contribuição Variável (Celgprev), que está mais suscetível à volatilidade de mercado, em função da marcação dos seus títulos de crédito privado.

O Segmento de Renda Fixa no Plano Celgprev, até agosto de 2015, apresentou uma rentabilidade acumulada positiva de 9,66%, contra uma TMA (Taxa Mínima Atuarial) acumulada, no mesmo período, igualmente positiva de 11,65%. Do total dos investimentos, o percentual de, aproximadamente, 67% está alocado no referido segmento. De forma consolidada, os investimentos deste plano obtiveram, até agosto de 2015, um retorno positivo de 8,29%.

Já o Plano de Benefício Definido (Eletra 1), até agosto de 2015, obteve uma rentabilidade consolidada positiva de 8,21%, contra uma TMA positiva, no mesmo período, de 11,65%. No segmento de Renda Fixa, este plano teve um retorno positivo, na ordem de 11,28%, contra um CDI, no período, com resultado positivo de 8,35%.

Eletra News - 25.09_1