Giro de Notícias – Edição 74
24 de fevereiro de 2016
Giro de Notícias – Edição 75
2 de março de 2016
Exibir tudo

DESAFIOS PARA 2016

O ano começou com queda no preço das commodities, dúvidas em relação ao crescimento das principais economias do mundo e aumento global do custo do crédito.

No Brasil, continuam as incertezas ocasionadas pela frágil situação política do governo, o desequilíbrio das contas públicas e as previsões de mais um ano de forte retração econômica. O cenário para as aplicações financeiras em 2016 é desafiador.

Nesse ambiente, parece natural a fuga e a consequente desvalorização das opções mais arriscadas. A preferência tem sido pelos investimentos de renda fixa, indexados tanto aos juros de curto prazo quanto à inflação e ao dólar.

Na renda variável, a esperança é que a cotação das ações das companhias brasileiras tenham chegado a preços tão depreciados que justificariam compras especulativas. Entretanto, aceitar essa aposta implica conviver com variações extremas no valor de mercado do investimento.

A inflação em 2015, por sua vez, foi de 10,67%. A previsão atual dos analistas é de que reduza para aproximadamente 8% em 2016. O Índice Nacional de Preço ao Consumidor – INPC fechou o ano de 2015 em 11,27%, ocasionando um descasamento de 0,6%. Alguns estudos relatam que o principal motivo para esse descasamento foi a “alimentação” que ficou pressionada no ano passado e, sendo o maior peso no INPC, ainda é cedo para dizer, mas é possível que o descasamento entre os indicadores ocorra nesse ano pelo mesmo motivo: “alimentação”. Podemos dizer que a diferença esperada entre uma aplicação indexada ao INPC e a expectativa do IPCA – Índice de Preço ao Consumidor Amplo é de aproximadamente 0,5% para o ano de 2016.

Como foi observado em edições anteriores deste informativo, a Meta Atuarial da Eletra é indexada pelo INPC e os investimentos são indexados pelo IPCA. O descasamento entre os dois índices interfere na performance da carteira de investimentos.

Além da questão conjuntural apresentada, o mercado de Renda Variável apresentou um péssimo resultado. O Ibovespa começou 2016 com uma variação negativa de 6,79%. O primeiro mês do ano foi marcado pela alta volatilidade dos ativos de risco, seguindo o padrão visto em dezembro de 2015. Os principais índices de ações internacionais também fecharam o período em queda:

 

26022016

 
No fechamento de janeiro de 2016, a disposição das aplicações da Fundação ficou na seguinte proporção:

 

26022016_1